Hairstylists dão dicas de tendências

Sophie Charlotte desfilou no Hair Fashion Show. (Foto: Viridiana Brandão)“Toda mulher pode ficar loira.” É com essa frase que o hairstylist Celso Kamura respondeu à primeira pergunta feita em seu camarim no Hair Fashion Show. Pela afirmação, fica claro o seu espírito “democrático” quando se trata das madeixas. Essa é uma das suas marcas registradas e motivo do seu sucesso no ramo: ele não tem medo de inovar, seja quem for que irá sustentar a cabeleira.

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O desfile apresentado por ele no Hair Fashion Show serviu apenas como mais uma mostra da inovação e modernidade nas suas produções. O tema era baseado numa “personagem” criada por ele, Roxy. A pegada era dos anos 70, com um pouco de balada e rock’n’roll. Nos cabelos, o tom castanho com mechas coloridas foram a tendência exibida, e que Kamura aposta, será muito mais vista nas próximas estações. A probabilidade é de que aumente o uso de mechas, principalmente em vinho, rosa e roxo, que, segundo o haisrtylist, conquistam público entre jovens com mais vida noturna (para as pessoas mais conservadoras ou menos jovens, a indicação são mechas em tons cobre).
A coloração castanha é outra aposta, que virá acompanhada com formas restas de corte, numa tentativa de “resgatar os cabelos desfiados”, como descreveu Kamura.

Pode parecer muito ousado usar mechas em cores fortes, mas, de acordo com Celso, não há grande segredo para usar e arrasar. “Basta combinar as cores fortes com um cabelo castanho. O tom deve combinar com a cor natural do cabelo.”, aconselhou.

As técnicas de aplicação também variam e podem ser adotadas de acordo com a preferencia pessoal de cada mulher: desde a tradicional mecha marcada até as modernas ombrés (técnica de iluminação que parece natural).

Uma única advertência, porém, é de que quem quiser adotar o visual não deve lavar o cabelo todo dia ou fazer chapinha com muita frequência. “A cor dura mais dessa maneira e não desbota tão cedo.”. Para reavivar a cor, o bom e velho tonalizante dá conta.

Julio Crepaldi, o hairstylist que cuidou de Wanessa Camargo no evento, também aposta nas cores escuras e na irreverência para a próxima estação. A tendência, para ele, é que as mulheres deixem a progressiva de lado e dêem ao cabelo uma aparência de saúde, mantendo a vitalidade com cortes retos e estruturados. “Acho que há um movimento de ‘limpar’ a cor do cabelo, assim como fez a Xuxa.”

Um grupo reduzido de mulheres, segundo acredita o artista, também está avançando para o caminho da ‘ousadia capilar’. “Isso melhora com os profissionais e produtos de qualidade que estão surgindo”, disse Julio. Produtos estes que não são mais exclusividade dos salões, mas sim estão disponíveis em farmácias para o uso diário da mulherada.

Wanderley, por sua vez, esqueceu as modernidades e focou em uma coisa: sensualidade. Os looks dele, especialmente o de Claudia Raia, sua celebridade-modelo da noite, foram desenvolvidos principalmente para a mulher “romântica, avassaladora, fatal e feminina”, em suas próprias palavras.

O cabelo da estação? Acobreado fosco, ondulado e repicado (exatamente o que fez na Claudia). “O cabelo solto ainda pretende caracterizar a mulher do tango, latina e sedutora”, explicou Wanderley.

A aposta para o verão é o cabelo levemente despenteado (falsamente despenteado, na verdade), mas com muito brilho e sedução, valorizando a mulher chique e minimalista. O corte deve ser um medium hair: “Não tão compridoe nem Joãozinho”, segundo o hairstylist. E podem esquecer os repicados mulherada: a pedida da vez são fios retos (nisso todos os artistas concordaram). “Fios retos que debruçam pelas têmporas sobre os olhos para dar um ar misterioso”, completou Wanderley. “O que ela está pensando? Se der sorte, pode ser em você”.

O minimalismo sugerido por Wanderley é aquela aparência da mulher que parece ter acordado bonita sem precisar de produção. Claro que isso é só a aparência, afinal nenhuma de nós dispensa qualquer produção que seja.
 
As cores devem seguir tonalidades quentes e o que pode ser transportado da passarela para a vida real é a fatalidade feminina que deixa o homem realmente interessado (mais uma vez seguindo a alusão ao lado sensual e latino do tango).

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