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Centenário e meio para o ‘’Tube’’

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Em 9 de janeiro de 1863, quando o que ficaria conhecido como o primeiro trem subterrâneo do mundo deixou a estação de Paddington para cumprir o trecho de 5,6km até Farringdon, as autoridades urbanísticas de Londres estavam preocupadas exclusivamente com o excesso de carruagens e carroças nas ruas próximas às estações ferroviárias mais nobres da capital. Não imaginavam que, 150 anos depois, o sistema de transportes se transformaria num símbolo da cidade, que com ele viveu uma relação orgânica: o sucesso do Metrô de Londres foi também responsável pela viabilidade urbano do que hoje é uma metrópole com mais de 7 milhões de habitantes.

Sem o ‘’Tube’’, Londres não teria se tornado uma cidade competitiva em termos econômicos e culturais. Com 420km de trilhos (cinco vezes mais que a maior malha metroviária do Brasil, São Paulo), o metrô da capital é hoje o maior sistema de transporte do gênero no Ocidente e o terceiro do mundo, perdendo apenas para Xangai (China) e Seul (Coréia do Sul). Nenhum concorrente, porém, tem o charme a imagem ‘’cool’’ que emana dos túneis londrinos. E tampouco pode se gabar de carregar gente do mundo inteiro em suas composições, de credos e raças diferentes, anônimos ou famosos.

Nada menos que três milhões de pessoas viajam todos os dias pelas 270 estações do Metrô de Londres, que também servem de testemunhas para sua eficiência. Não estamos falando de perfeição, porém. Quem já precisou usar o metrô num verão menos ameno em Londres descobriu que a maioria dos trens não têm ar-condicionado. E a grandiosidade do sistema é também um calcanhar de Aquiles no que diz respeito à maleabilidade para obras e manutenção – fechamentos de linha durante os fins de semana costumam atrapalhar a vida de quem precisa se locomover. Permanece, porém, imbatível como a melhor opção para quem quer percorrer Londres com rapidez e facilidade. E os passageiros ao menos não precisam viajar em vagões abertos, como no século 19!

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E o ‘’Tube’’ ainda é muito mais motivo de orgulho para londrinos. E também criou fama no mundo do design. Seu logotipo circular é uma das marcas mais reconhecidas ao redor do mundo e seu mapa se transformou em clássico do design, influenciando até a geografia mental de quem percorrer a cidade – muita gente ainda se engana com as diferenças das distâncias do diagrama e da vida real. Por sinal, a identidade visual do metrô é tão marcante que um dos eventos especiais da comemoração dos 150º aniversário será uma exibição de pôsteres históricos. Abrindo em 15 de fevereiro, a exposição ficará em cartaz até 27 de outubro, no London Transport Museum, em Covent Garden.

O calendário, entretanto, não vai se resumir às artes. Em 13 de janeiro, por exemplo, a jornada histórica de 1863 será recriada por uma série de trens históricos, incluindo a locomotiva a vapor Metropolitan Number 1, o mais antigo dos trens sobreviventes do metrô de Londres. A Number 1 fará passeios esporádicos ao longo do ano como parte das comemorações – a programação ainda não foi definida, mas estará à disposição dos interessados no site do London Transport Museum.

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Haverá ainda palestras e o lançamento especial de livros de contos que tem o metrô como pano de fundo. E a cereja no bolo promete ser uma linha especial de souvenires, que vai de abotoaduras a garrafas finas.

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