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Luta pelo fim da violência contra a mulher ganha reforço

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Existe um mito que ninguém sabe de onde surgiu. Ele diz que a lei que protege mulheres agredidas é uma lei contra homens. Maria da Penha, a mulher que dá nome à tal lei, era uma mulher saudável que, de tanto apanhar do marido, tornou-se paraplégica. A lei é para que esse tipo de coisa não aconteça com outras mulheres, apenas isso.

Hoje, no Brasil, há um dado assustador: uma em cada cinco mulheres já sofreram violência dentro de casa. Na maior parte dos casos (80%), o agressor é o namorado ou o marido. Ter medo de viver dentro da sua própria casa não é algo que não deveria ser aceito pela sociedade e nem por homens que respeitam outros seres vivos.

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A campanha do Banco Mundial chama-se "Homem de verdade não bate em mulher" e une dez famosos como os atores Cauã Reymond, Gabriel Braga Nunes, Thiago Fragoso, Rodrigo Simas e o judoca Flavio Canto. A intenção é mostrar a importância da igualdade entre os gêneros para a construção de um mundo mais desenvolvido até mesmo economicamente.

“Os homens não perdem nada quando os direitos femininos são promovidos. Ao contrário, estudos indicam que relações equilibradas são boas para as mulheres, homens e famílias. A Lei Maria da Penha não é uma legislação contra eles, mas por um futuro melhor para todos”, explica a diretora do Banco Mundial para o Brasil, Deborah L. Wetzel.

Para mostrar seu apoio você pode compartilhar uma das imagens disponíveis na fan page do Banco Mundial ou postar sua própria foto segurando um cartaz com os dizeres: Homem de verdade não bate em mulher. No Twitter você usa a hashtag #souhomemdeverdade.

Quem quer um mundo melhor, quer isso para todo mundo.

Você tem alguma dúvida sobre sexo? Manda para mim no preliminarescomcarol@yahoo.com.br e siga-me no Twitter (@carolpatrocinio).


Festa Junina

Sobre Carol Patrocínio

Jornalista, passou por revistas impressas e pelos maiores portais do país. O interesse por escrever sobre sexo, comportamento e relações surgiu ao notar que essas informações poderiam melhorar a autoestima das mulheres e a percepção de si mesmas. Acredita que, muito mais do que prazer, sexo é autoconhecimento. Carol escreve no Preliminares desde dezembro de 2011.