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Fratura de pênis, já ouviu falar desse problema?

Vá imediatamente ao hospital caso isso aconteça com você. (Foto: iStock)Só de pensar no assunto, um arrepio já percorre o corpo de muita gente. Imagina só a cena: você está lá, se divertindo com o gato, e de repente, “crack”. Você escuta um estalo seguido por um grito de dor dele.

E é exatamente isso que acontece durante a fratura de pênis. Aliás, fratura é só um nome usado para que seja mais simples entender o problema, já que é impossível quebrar o pênis, que não tem osso.

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O caso do lutador de MMA, Ray Elbe, foi um dos últimos noticiados pela imprensa. Ele e a namorada passavam alguns dias em Kuala Lumpur, na Malásia, quando algo estranho aconteceu durante o sexo. Ele conta que ouviu um estalo, sentiu a dor e viu sangue saindo dali. Tentou correr para o banheiro, mas ficou tonto e caiu de cara no chão, fraturando o queixo e quebrando alguns dentes.

Foi a ruptura da túnica albugínea. Sim, esse é o nome correto para a fratura peniana. O que acontece nesses casos é que o tecido que mantém o pênis ereto se rompe e gera uma contusão muscular grave. O pênis perde a ereção no mesmo instante.

Essa membrana, com o pênis mole, costuma ter 2 milímetros de espessura, mas durante a ereção se estica, ficando com apenas 0,25 mm. O problema acontece mais comumente com jovens, já que a rigidez dos tecidos é maior e a experiência, menor.

Caso isso aconteça, no primeiro momento é ideal fazer uma compressa de gelo e ir para o hospital o mais rápido possível. O tratamento precoce evita deformação do membro e impotência.

O médico responsável pelo caso vai decidir pelo melhor tratamento, mas dependendo da extensão do problema é necessária uma cirurgia para recuperar a membrana e refazer a ligação dos vasos sanguíneos rompidos.

Voltar à ativa vai demorar, no mínimo, seis semanas. E o maior obstáculo a ser ultrapassado depois disso é emocional. O homem precisará de apoio nesse momento e sentir-se seguro para voltar a vida sexual depende, também, da parceira.

Dizem que esse tipo de problema é raro. Estima-se que apenas 1 em cada 175 mil homens passaria pela experiência. Mas médicos ao redor do mundo acreditam que esse número possa ser maior e que muitos homens não assumam o ocorrido, já que sexo tem vários tabus e confirmar esse tipo de fratura é um deles.

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Sobre Carol Patrocínio

Jornalista, passou por revistas impressas e pelos maiores portais do país. O interesse por escrever sobre sexo, comportamento e relações surgiu ao notar que essas informações poderiam melhorar a autoestima das mulheres e a percepção de si mesmas. Acredita que, muito mais do que prazer, sexo é autoconhecimento. Carol escreve no Preliminares desde dezembro de 2011.

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