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Descubra como o machismo atinge os homens

O machismo atrapalha a vida dos homens. (Foto: ThinkStock)Aqui na Preliminares falamos bastante sobre como o machismo atrapalha a vida das mulheres – é nesse momento que os comentários lotam de textos sobre como sou feminista, odeio os homens e preciso fazer mais sexo -, mas dessa vez resolvemos mostrar como ele afeta a vida dos homens.

Isso mesmo que você leu: o machismo atrapalha a vida dos homens. Porque o machismo não é a favor do homem, ele é a favor da opressão, de impor limites e padrões, de ir contra a vontade própria e criar uma sensação de vontade coletiva que não existe.

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Para não ser um texto longo e sem fim, vamos destacar apenas três momentos da vida masculina que se tornam difíceis graças ao machismo. Nem vamos falar sobre beleza e estética porque esse é um problema tão grande que merece um post a parte. Tudo podia ser bem mais simples para todo mundo se ninguém tentasse dizer como devemos reagir a nós mesmos e aos outros.

Sem emoções

Homem não pode chorar. Não pode se emocionar. Não pode ficar muito triste ou muito alegre – só se for porque o time dele ganhou. Homem não pode dizer que está apaixonado. Não pode dizer que ama. Se resolver mandar flores só pode ser motivado por querer sexo, se apenas estiver sendo gentil, é um otário.
Homens são ensinados a ser gentis apenas com quem lhes convém, com quem lhes pode dar algo em troca. Homens são ensinados a tratar mulheres como objetos ou propriedades, mas nunca como seres humanos.

E tudo isso torna difícil para o homem se relacionar com uma mulher. Ele não sabe como falar com ela e quando alguém diz para puxar papo ele se pergunta sobre o que uma mulher fala. Bom, sobre o mesmo que homens falam: cinema, cultura, política.

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Sobre Carol Patrocínio

Jornalista, passou por revistas impressas e pelos maiores portais do país. O interesse por escrever sobre sexo, comportamento e relações surgiu ao notar que essas informações poderiam melhorar a autoestima das mulheres e a percepção de si mesmas. Acredita que, muito mais do que prazer, sexo é autoconhecimento. Carol escreve no Preliminares desde dezembro de 2011.