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Aprenda a identificar o orgasmo feminino

Você saber reconhecer um orgasmo? (Foto: iStock)Parece inacreditável, mas muitas pessoas – muitas mesmo – me mandam e-mails e perguntam nos comentários do blog como é possível saber se a mulher chegou ao orgasmo. E não são apenas homens que têm essa dúvidas. Mulheres me perguntam como podem ter certeza de que chegaram ao ápice do prazer sexual.

É claro que a sensação é diferente para cada pessoa. A maneira de sentir é única. Mas o corpo dá seus sinais. Para ajudar com essa definição, a ginecologista e obstetra Erica Mantelli nos ajudou com algumas explicações físicas do que acontece no corpo no momento do orgasmo.

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Antes
O orgasmo não acontece num piscar de olhos. Para que ele chegue existe um processo físico e emocional. Primeiro, durante a fase excitação, você pode sentir um aumento da lubrificação vaginal e a ereção dos mamilos e do clitóris. É nesse momento que seu canal vaginal se alonga e abre, para receber o pênis.

Quando se fala em excitação, preliminares e pré-orgasmo, já se pensa no clitóris, o melhor amigo da mulher, mas é importante lembrar que ele é extremamente sensível e só deve ser tocado quando a mulher já estiver lubrificada, usando essa lubrificação para brincar com ele. Caso contrário, o toque pode gerar desconforto.

Uma média de tempo até a mulher chegar ao orgasmo, depois de excitada, são 8 minutos.

Durante
Ele dura entre 6 e 10 segundos. Isso mesmo, quase nada – e ainda assim vale a pena. Algumas mulheres sortudas conseguem aproveitar a sensação por até 20 segundos. “Quando o corpo atinge o clímax a pele e o rosto ficam mais rosados, os músculos podem se contrair, há aumento da frequência cardíaca e do ritmo respiratório. Nessa hora, as mamas ficam mais sensíveis e o corpo fica mais relaxado”, explica a médica.

Resumindo, você sente contrações involuntárias e rítmicas na musculatura vaginal, que podem ser fortes ou suaves e aumentam até o ponto alto da festa. Seu útero também se contrai. E você sente facilmente todas essas sensações.

Depois
Assim que o orgasmo acaba você sente a vagina relaxar e ainda ter pequenas contrações involuntárias. Seu corpo também relaxa e é como se você estivesse um pouco anestesiada.

Não conhece essa sensação?
Muitas mulheres nunca chegaram ao orgasmo, ou não conseguem alcançá-lo com a penetração. Em relação a isso, a médica acalma quem acredita que seja algum problema: “O sexo é o conjunto e não só a penetração. Isto é importante também para os homens, que podem procurar outras maneiras de proporcionar prazer à mulher”.

De acordo com ela, você precisa liberar e mente e não ficar pensando no que está sentindo. Eu não falo isso sempre? ;)

Se você, mesmo com a masturbação, relaxada e respeitando seu corpo, não consegue chegar ao orgasmo, pode ser hora de procurar um médico. “Conhecer o próprio corpo facilita chegar ao clímax, mas nem sempre essa é a causa principal. Fatores físicos, algumas doenças e problemas psicológicos como estresse, baixa autoestima, insegurança, uso de drogas e álcool podem dificultar que a mulher se envolva com o parceiro e, neste caso, atrapalhar o relacionamento sexual”.

Só mulheres sabem
Diferente dos homens, nem toda mulher ejacula visivelmente – algumas o fasem com maestria -, então é difícil para quem está de fora saber se o orgasmo foi verdadeiro. Existem várias mulheres que fingem para agradar o parceiro ou sentir-se melhor com si mesmas.

Para as mulheres, a dica é não fingir, ou então sua vida sexual nunca vai ficar boa de verdade e o prazer vai ser uma coisa extremamente distante. Para os parceiros – homens ou mulheres -, a dica é não se importar tanto com o fim, mas com os meios. Pense em dar prazer para todas as partes do corpo da mulher, em proporcionar sensações e fazê-la se sentir linda e desejada. Esse pode ser meio caminho andado para atingir o orgasmo.

Você tem alguma dúvida sobre sexo? Manda para mim no preliminarescomcarol@yahoo.com.br e siga-me no Twitter (@carolpatrocinio).a

Sobre Carol Patrocínio

Jornalista, passou por revistas impressas e pelos maiores portais do país. O interesse por escrever sobre sexo, comportamento e relações surgiu ao notar que essas informações poderiam melhorar a autoestima das mulheres e a percepção de si mesmas. Acredita que, muito mais do que prazer, sexo é autoconhecimento. Carol escreve no Preliminares desde dezembro de 2011.

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