Mãe de Salto Alto
  • Depois de três anos e meio uma fase se encerra. Me despeço do Blog Mãe de Salto Alto com a sensação de dever cumprido. Tenho certeza que usei esse espaço maravilhoso para trocar ideias com muita gente que, como eu, está iniciando na arte de criar filhos. Nesse período tentei ajudar você, leitor, a entender as notícias do brasil e do mundo relacionadas ao universo da maternidade, a resolver dilemas do dia-a-dia, a lembrar das datas das campanhas de vacinação, entre outras coisas.

    Tudo bem que a ideia inicial era apenas dividir minhas experiências mas, durante todo tempo, tentei mesclar o que vivia com coisas que interessariam quem estava do outro lado. Na medida do possível tentei fazer mesmo um bate-papo virtual. Respondi boa parte dos emails que recebi, fiz até algumas amizades com mães que enfrentavam problemas parecidos.

    Hoje digo "até logo" feliz por ter cumprido uma missão que me foi confiada, mas triste por não termos mais esse canal de comunicação. De qualquer maneira, nós vamos

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    De todos emails que recebo pedindo ajuda/troca de ideias com relação a criação dos pequenos, 90% são de mães desesperadas porque os filhos não querem saber de comer frutas, legumes e verduras. Sendo assim, sempre faço posts nesse sentido. Já entrevistei médicas, chefs de cozinha e outras mães que têm boas sacadas e ajudam muita gente com suas ideias. Dessa vez, a mãozinha vem da nutricionista Maybe Cristina Milan Lemos (que ainda não é mãe, mas que leva o maior jeito) e do livro que ela escreveu para estimular o consumo de frutas pelas crianças: "Salada de frutas".

    Na obra (distribuída gratuitamente nas escolas de Cascavel, no Paraná, mas que pode ser comprado através do email maybenutry@hotmail.com), a especialista mostra que as frutas, além de saborosas, desempenham papel importante na nossa saúde. A personagem principal é Marianinha que depois de se machucar e ficar presa no pomar de sua casa, descobre que as frutas podem saciar a fome, a sede e até mesmo ajudar a sarar um machucado.

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    Filhos terem ciúme de suas mães com os irmãos é normal. Meu irmão morria de ciúme de mim, minha filha Nina morre de ciúme da Maitê. Sempre foi assim e sempre será, especialmente quando falamos dos filhos mais velhos com ciúme dos mais novos (como os casos que acabo de descrever). O problema é quando esse sentimento atrapalha os pequenos. Faz mal pra eles de verdade. Na minha casa isso estava começando a acontecer. Percebi que a Nina estava se sentindo ameaçada pela irmã, que brigava pela minha atenção o dia inteiro, que sofria com essa situação mais do que o esperado. Conversei com pedagogas e psicólogas e todas foram unânimes em me dizer que a Nina precisava de "um dia do filho único". Mas como funciona isso?

    Eu explico. No dia do filho único (que é quando a irmã tem atividades que ela não tem - como ir na casa de algum amigo, por exemplo), eu reservo horas do meu dia para que ela se sinta especial. Deixo que escolha o programa que vamos fazer, a roupa que vai colocar, tudo para que

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    Adoro ir pra cozinha com minhas filhas. Elas amam misturar ingredientes com a colher, ligar o liqüidificador e a batedeira e fazer a maior sujeira. Além disso, depois a gente come o que a gente fez e é uma delícia! Mas, nessas horas, fico pensando nas crianças que têm restrição aumentar...como fazem as mães das crianças alérgicas para encontrar receitas que os filhos possam fazer junto com elas e depois comer?

    Claro, hoje em dia existem muitos livros especializados mas, livros de culinária que agradem as crianças também precisam de mais do que receitas saborosas. Precisam de ilustrações, estórinhas. Pois acabo de receber um livro que é tudo isso e muito mais. "Vó Leninha em: o aniversário de Isabela", escrito por Ana Paula de Abreu e com receitas de coisas que as crianças amam sem glúten, lactose e sem soja da chef em gastronomia funcional Lidiane Barbosa (chamado de "O fantástico caderno de receitas da Vó Leninha").

    O mais legal é quando falamos de comidinhas de festa de aniversário
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    Eu pensei que fosse demorar, mas já faz um tempo que minhas filhas me pedem para convidar amigos para ir em casa ou se convidam (!) pra ir na casa deles. No começo, confesso, fiquei meio reticente...não queria dar trabalho para a mãe da criança que levasse minhas filhas pra casa dela, tinha medo que não se comportassem direito (embora eu seja rigorosa com a educação), não sabia como ía ser a dinâmica (me ligariam meia hora depois pedindo para buscá-las?). Enfim...demorei pra entender que essa não poderia ser uma decisão minha! Tinha chegado a hora delas socializarem e eu tinha que aceitar, respeitar e pronto!

    Desde então, muitos encontros na minha casa e na casa dos amigos, sem a minha presença, já aconteceram. Na presença deles, não importa onde, minhas filhas mostram quem são realmente, sem manhas como fazem quando estão em família. É um barato observar, de longe, quem elas são quando estão entre crianças da mesma idade. Mais legal ainda ouvir os relatos das mães contando sobre o

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  • Li um texto dia desses que dizia que ser mãe era ter sempre platéia no banheiro, era achar um luxo um banho sozinha, era se sentir de férias numa ida ao supermercado sem as crianças, entre outras coisas. Ri muito, me identifiquei com todas as frases, mas a que me chamou mais a atenção (e que é muito verdade) é a que diz que as mães fariam tudo para ter 40 graus de febre no lugar dos filhos. Nossa, como isso é verdade.

    Vivi isso de perto essa semana. No fim da tarde de domingo tínhamos uma festa que as minhas pequenas esperavam há tempos, estavam ansiosas para ir. Estava tudo planejado até que Maitê acordou com os olhos vermelhos e Nina com febre. As duas preocupadas com a festa e eu mais ainda. Como assim, ficaram doentes num dia tão especial, tão esperado??? Tratei de ligar para a pediatra a medicá-las o mais rápido possível, na esperança de que se recuperassem a tempo de curtir o evento.

    O dia foi passando e a febre da mais velha e a vermelhidão no olho da caçula aumentando. Levei as

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    Pouca gente sabe, mas pratiquei hipismo clássico durante 12 anos. Competi profissionalmente, levava o esporte a sério. Quando estava na pista lembrava de tudo que tinha treinado e tentava colocar em prática mas, antes de me concentrar, procurava meu pai na arquibancada. Nem sempre ele estava lá e, quando não estava, meu desempenho caía. Precisava daquele olhar de apoio, queria comemorar uma vitória com ele ou chorar a derrota nos seus braços. Talvez ele não soubesse o quanto era importante, por isso não dava muita bola e muitas vezes estava ausente. E isso é mais comum do que se imagina.

    Muitos pais de atletas simplesmente não sabem como se comportar: tem medo de sua presença significar pressão, intimidar. Ao contrário. Prova disso foi um depoimento do querido ex-tenista Fernando Meligeni, outro dia. Na Dica do Fino (programa que ele tem no Youtube), Fininho falou sobre o papel dos pais no esporte, exatamente na semana em que o pai dele deixava a UTI.


    Segundo o ídolo, é impossível que

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    Quando um bebezinho nasce a maioria das empresas concede para a funcionária uma licença-maternidade de 120 dias. Quatro meses em que ela tem que aprender a amamentar, trocar fraldas, ficar sem dormir (ser mãe, enfim) e, no meio disso tudo, fazer a rotina voltar ao "normal", encaixar o trabalho no meio da nova vida e entender que vai ser preciso se separar do bebê algumas horas do dia (como é que faz, hein?). Para os pais, desde 1988 a licença, que até então era de 1 dia, passou a ser de cinco. Um avanço, mas ainda pouco também, na minha opinião, para um pai que pretende ajudar sua esposa na chegada do novo membro da família. Por tudo isso, vibrei quando li que uma proposta de emenda à Constituição pretende estender de 120 para 180 dias licença-maternidade e de 5 para 30 dias a licença-paternidade.

    Já pensou que beleza uma mãe poder ficar dois meses a mais com seu bebê antes de voltar a labuta? Até porque, cá entre nós, não faz o menor sentido o Ministério da Saúde incentivar o

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    Já falei aqui, mais de uma vez, sobre a minha neura com relação ao uso de repelentes. Primeiro era porque eu e minha pequenas somos alérgicas, mas agora é principalmente por causa do medo da dengue. Até o início de março foram registrados 224 mil e 100 casos da doença no Brasil (um aumento de 162% com relação ao mesmo período do ano passado).  877 cidades estão em estado de alerta. No estado de São Paulo é registrada uma morte por dengue a cada 28 horas. Sendo assim, impossível não ficar obcecada pelo produto, mas será que ele é mesmo seguro pras crianças? Quem vem a público dar essa resposta é a Sociedade Brasileira de Dermatologia, já que especialistas também estão preocupados com o uso indiscriminado dos repelentes.

    De acordo com os médicos, a compra do repelente para crianças deveria ser orientada por um dermatologista, já que as fórmulas não são adequadas a todas as idades. A SBD recomenda ainda que os pais não usem produtos químicos na pele ou repelentes elétricos no quarto de

    Leia mais »from Repelentes em crianças: dermatologista de manifestam
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    Se montar o cardápio de uma casa já é difícil, montar a lancheira dos pequenos diariamente é praticamente um desafio. A gente quer fazer tudo da maneira mais saudável possível mas, na correria do dia-a-dia, isso parece impossível. Agradar ao paladar dos pequenos também é bastante complicado, isso sem dizer na criatividade que temos que ter para montar lancheiras diferentes todos os dias. Se você passa por isso, calma! Você não está sozinha! Muito pelo contrário! Milhares de mães e pais do mundo todo se estressam na hora de fazer o lanche dos filhos, inclusive eu! Pensando nisso, resolvi fazer esse post com uma especialista: uma nutricionista materno infantil, pós-graduada em nutrição pediátrica, Dra Fernanda Monteiro, que garante que essa nossa missão diária é muito mais fácil do que parece.

    "Devemos incluir um tipo de alimento de cada grupo nas lancheiras: carboidratos, proteínas e vitaminas/minerais. Além disso é importante evitar lanches repetidos em dias consecutivos já que, além

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(473 histórias)

Patricia Maldonado

Patrícia Maldonado, 39 anos, é mãe de Nina e Maitê, além de esposa, filha, dona de casa e apresentadora de TV (atualmente ela está na Band). Ufa! Apesar de parecer que a vida dela é um caos, dá tudo certo no fim! No blog Mãe de Salto Alto, Patrícia escreve sobre os desafios da maternidade, repercute notícias sobre o tema e fala de suas experiências como mãe. O objetivo é trocar ideias! Um bate-papo virtual.

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