O problema do excesso de pelos

O crescimento excessivo dos pelos é um problema que pode atingir homens e mulheres de qualquer idade. Há diversas formas de minimizar o incômodo — para além da depilação. Mas, antes, é preciso compreender quais são as causas predominantes.

Segundo a médica dermatologista Daniela Landim, trata-se basicamente de uma questão genética. "São os pais e avós que definem a quantidade de pelos, através dos genes. Geralmente, os orientais nascem com mais cabelos, e os loiros, com menos", explica. Isso não significa, porém, que uma pessoa de pele clara não possa ter mais pelos.

Segundo a médica, os hormônios que determinam nas mulheres o crescimento de mais pelos são os chamados hormônios androgênicos. "Esses hormônios são presentes em maior quantidade nos homens — daí a diferença na quantidade de pelos entre eles e as mulheres", diz.

Problema à vista?
Quando, então, os pelos devem começar a causar preocupação? Segundo os especialistas, fique ligada se você sempre teve certa quantidade deles e, de repente, começou a notar um crescimento em maior quantidade ou espessura. "Nesse caso é preciso pesquisar desde alterações hormonais até doenças congênitas metabólicas, como fenilcetonúria e alterações no triptofano", explica Daniela Landim.

Para entender se você sofre mesmo de uma doença, é importante detalhar o seu histórico. "Pense em desde quando apareceu o quadro, se iniciou ou não algum medicamento, se está de dieta, se tem intolerância a algum alimento, se usou algum tipo de química, se fez alguma cirurgia, etc", diz a médica. Tudo isso pode, sim, alterar o crescimento dos pelos.

"Também pode ser um problema hormonal devido ao excesso de testosterona, que decorre muitas vezes do quadro de síndrome dos ovários policísticos", afirma a ginecologista Denise Coimbra. "Mas é preciso analisar se o aparecimento de pelos ocorre em áreas em que habitualmente não ocorreria, e também a quantidade de pelos". Portanto, ficar atenta nunca é demais.

Soluções
Se, em conjunto com uma dermatologista e uma ginecologista, você decidir que é o caso, há remédios que podem contornar o problema dos pelos em excesso. "É importante saber que, uma vez diagnosticado, a medicação vai reverter a continuidade do problema, mas os pelos já existentes precisarão ser removidos", diz Daniela.

"Se houver uma alteração hormonal, é com  hormônio que se trata. Se houver excesso de testosterona, por exemplo, podemos  usar um hormônio antiandrogênico em combinação ou não com anticoncepcional", explica Denise.

Para os pelos que já existem, é bom saber que a depilação a laser pode ser uma solução, já que funciona melhor em pelos escuros e grossos — como costuma ser o caso em quem desenvolve uma dessas síndromes.

Essa escolha evita, ainda, o trauma repetido na pele, já que quem tem muitos pelos tende a se depilar mais vezes e, dependendo do método escolhido, isso pode irritar a pele. "Geralmente as ceras e a gilete fazem um trauma mecânico. Por isso, repeti-los numa frequência muito alta danifica a pele, o que pode significar desde traumas leves até dermatites por excessos de produtos", diz Daniela.

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