Amigo Gay

Sexo no primeiro encontro e o perigo dele achar que você é uma mulher fácil

(Foto: Thinkstock)
A revolução sexual tirou um peso gigantesco das costas das mulheres. Todos aqueles cartazes, palavras de ordem, passeatas e sutiãs queimados mudaram o arranjo social e deram início a processos importantes que culminaram na diminuição do abismo social que separava o mundo masculino do feminino. Algumas décadas se passaram e é impossível negar que algumas sementes plantadas naquele tempo germinaram e deram frutos. Mas tem um ponto em que boa parte das mulheres parece ter parado no tempo: transar no primeiro encontro.

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Você conhece um cara incrível na balada. Fica com ele. A coisa esquenta e vocês estão subindo pelas paredes de tanto tesão. Aí o sujeito faz a pergunta óbvia nesses casos: “vamos para sua casa ou para minha?” (ou suas variações mais elegantes). Nessa hora você, mulher independente e moderna que paga suas contas e não deve satisfação a ninguém, é possuída pelo espírito da sua avó beata e entra em pânico, nega todos os seus instintos e vontades e diz que não pode, emendando uma desculpa fajuta do tipo “tenho que trabalhar amanhã”.

Sério? Até quando vocês vão sufocar seus desejos sexuais por medo de serem consideradas fáceis, promíscuas, vagabundas? Porque a gente sabe que mulher gosta de sexo tanto quando homem e que sente tesão quando fica com um cara que tem pegada. Então falta de vontade não é o motivo convincente para se ver diante de um dilema moral toda vez que surge a oportunidade de fazer sexo casual.

Admito que existem caras que vão te achar fácil se você der para eles no primeiro encontro e nunca mais vão te ligar. Mas na boa, você quer mesmo ter qualquer coisa além de sexo com um babaca desses? Na boa, você deveria agradecer por se ver livre de um cara que separa as mulheres em “para ficar” e “para ter alguma coisa séria” baseado no tempo em que elas demoram para ir para a cama com ele. Porque a mediocridade não costuma ficar restrita a um único aspecto da personalidade da pessoa.

Para aquelas super preocupadas com a reputação, um conselho: bebam menos. Porque mulher bêbada na balada causa uma impressão muito pior nos coxinhas-fortinhos-de-camiseta-polo-e-tênis-Nike-com-mil-molas do que quem transa logo de cara. Agora um conselho de amigo (que vale mais do que conselho): beba o quanto você quiser, durma com quem tiver vontade e deixe os coxinhas-fortinhos-de-camiseta-polo-e-tênis-Nike-com-mil-molas para as garotas-de-franjinha-que-tiram-foto-fazendo-biquinho-na-frente-do-espelho-com-as-amigas-da-facul.

Aí vocês me dizem que não tem nada a ver com o que o cara vai pensar, é tudo uma questão de não se sentir a vontade e estar em busca de outra coisa... Ah, as mulheres e essa mania delas de misturar sexo com todas aquelas coisas que não tem nada a ver com ele (amor, relacionamento, fidelidade, etc). Nunca entendi por que vocês têm esse hábito. Ou melhor, não entendo a razão pela qual vocês ainda o mantém.

Veja bem, fazer com que as mulheres acreditassem que todas essas coisas eram pré-requisitos para o sexo foi a forma de encher as cabeças femininas com caraminholas românticas para que elas ficassem em casa esperando pelo príncipe encantado ao invés de dar vazão aos seus desejos como os homens sempre fizeram. Então, garotas, é hora de acordar.

Você tem todo o direito de não querer dar para o cara depois da balada se não estiver a fim, por mais gostoso que ele seja e por mais que o encontro tenha esquentado. Às vezes a gente só está a fim de dar uns amassos. Mas se rolar vontade, dê sem medo, porque a decisão de te ligar no dia seguinte não tem nada a ver com o fato de vocês terminarem a noite em camas separadas ou não.

*Tá com dúvida se casa ou compra uma bicicleta? Não sabe se liga ou não para o pretê do escritório? Precisa de uma dica de receita para impressionar os amigos? Tem alguma história boa para dividir? Quer jogar conversa fora? Manda um e-mail para amigo_gay@yahoo.com.br. Quem sabe não eu não tenho um bom conselho para te dar.

Sobre o autor

Arthur Chioramital é jornalista, ombro amigo e filósofo de boteco. Entre uma cerveja e outra, adora reclamar da vida e distribuir conselhos. Romântico não assumido, ele sonha em encontrar o príncipe encantado, mas não nega o valor que o Lobo Mau possui.

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