Amigo Gay

Entre quatro paredes vale tudo… Oh wait!

Qual é seu limite na cama? (Foto: iStock)Um amigo me disse, outro dia, que arriscar novas posições sexuais é como experimentar essas simpatias que prometem milagres e que atraem tanto as mulheres: nunca dá certo, você paga o maior mico, mas tenta mesmo assim. Afinal, é preciso fazer o que for preciso para não deixar a vida sexual cair na mesmice, não é mesmo? Hum, sinceramente? Eu não estou tão certo disso. Para mim, sexo tem a ver com prazer, libertação, vontade e relaxamento. Tudo muito distante da obrigação de se contorcer como uma ginasta russa ou tomar parte em jogos eróticos constrangedores, por exemplo.

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Não estou fazendo a Sandy. Mesmo porque até ela já deu e disse que dá para ter prazer de forma, digamos, pouco convencional. Sou a favor de tentar de tudo pelo menos uma vez. Assim dá para amar ou odiar com mais propriedade o que quer que seja. Então, se você gosta de se fantasiar, usar acessórios, besuntar seu corpo com todo tipo de coisa ou transar em lugares inusitados tem mais é que ir em frente. Só tome cuidado para não infringir nenhuma lei. Porque não é a possibilidade de se expressar sexualmente com liberdade que me preocupa, como se houvesse algum excesso ou perversão em algum desses comportamentos. É o TER que me juntar à festa que me incomoda. É o ser obrigado a gostar de bater, apanhar, amarrar, lamber ou xingar sob o risco de ser considerado careta, moralista ou ruim de cama.

Os malabaristas de plantão que me desculpem, mas o segredo de uma boa sessão de sexo não tem nada a ver com algemas, calcinhas comestíveis ou qualquer esforço físico que deixe você com dor nas costas no dia seguinte.  Dois órgãos genitais, quatro mãos e duas línguas dão conta do recado em 99% dos casos. Tempere tudo isso com uma boa dose de vontade de fazer o outro gozar e a noite será inesquecível. Eu garanto.

Eu sei que nem todo mundo tem a mesma desenvoltura para lidar com questões ligadas à sexualidade e por isso, às vezes, a gente deixa de experimentar coisas por medo do que o outro vai pensar ou vergonha de confessar certos desejos. Nesse caso, e somente nesse caso, talvez valha a pena forçar um pouco a sua barra para romper as amarras que estão te impedindo de tentar algo que talvez você goste.

Quando o assunto é sexo, assim como tudo o mais que envolve o ser humano, não existem regras, modelos ou respostas certas e erradas. Existe o que serve para você. O que deixa você feliz. O que se encaixa com os seus valores e melhora a sua relação com os outros e com o mundo.

Pedir conselhos e dicas para os amigos é uma delícia. Até porque a gente não vai ter tempo de cometer todos os erros ou fazer todas as loucuras. Mas sinta-se à vontade para manter só aquilo que fizer sentido para você. Aprender é sempre bom. Experimentar coisas novas costuma trazer sensação de bem-estar. Então, relaxe e arrisque se der vontade. Desse jeito o saldo é, invariavelmente, positivo. Até se tudo der errado, porque sempre é possível transformar o caso em piada de mesa de bar.

*Tá com dúvida se casa ou compra uma bicicleta? Não sabe se liga ou não para o pretê do escritório? Precisa de uma dica de receita para impressionar os amigos? Tem alguma história boa para dividir? Quer jogar conversa fora? Manda um e-mail para amigo_gay@yahoo.com.br. Quem sabe não eu não tenho um bom conselho para te dar.

Sobre o autor

Arthur Chioramital é jornalista, ombro amigo e filósofo de boteco. Entre uma cerveja e outra, adora reclamar da vida e distribuir conselhos. Romântico não assumido, ele sonha em encontrar o príncipe encantado, mas não nega o valor que o Lobo Mau possui.

 

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