Barriga negativa: você pode ter uma?

Candice Swanepoel, Karlie Kloss e Alessandra Ambrósio: Angels da Victoria's Secret têm barriga negativaOs anos vão passando e os ideais de beleza estão sempre aí. Eles mudam com o tempo mas jamais deixam de existir. A febre do momento nas academias tem nome e sobrenome: barriga negativa. Recentemente exposta nas redes sociais pela modelo sul-africana Candice Swanepoel, o modismo traz faz com que os ossos da pelve fiquem mais proeminentes que a musculatura abdominal. Mas será que qualquer pessoa pode desfilar o modelito por aí?

O clínico geral e fisiologista do exercício João Pinheiro garante que a barriga negativa não é para todo mundo. "Algumas pessoas com membros inferiores maiores que o tórax, chamadas de longilíneas, terão maior facilidade para conseguir o efeito devido à genética favorável", explica. Já as pessoas que possuem na sua constituição uma predominância em acumular gordura no abdômen terão maior dificuldade.

Giovana Guido, nutricionista esportiva da Dr. Shape, alerta que dificilmente uma mulher do tipo mignon - estilo da brasileira - irá atingir a barriga negativa, mesmo com muita dieta e exercícios. "Para ter esse estilo de barriga só tendo um percentual de gordura bem baixo e um Índice de Massa Corporal (IMC) menor do que o normal", salienta. E isso não é nada saudável.

Além da amenorréia (falta de menstruação) que aparece quando a gordura corporal atinge nível inferior a 7%, outros problemas de saúde podem dar o ar da graça. "Perda de tecido mamário, diminuição da ovulação, baixa consciência, arritmias cardíacas, doenças de pele por deficiência de alguns minerais, desmaios, baixa atividade hormonal e diminuição da vitalidade", pontua Gabriel Cairo Nunes, nutricionista esportivo da Clínica Healthme Gerenciamento de Peso.

Para quem está dentro do perfil longilíneo favorável, o resultado vem com dedicação. "Com uma dieta hiperprotéica rigorosa e exercícios aeróbicos de baixa e média intensidade e longa duração - no mínimo 60 minutos, de 5 a 7 dias por semana - é possível chegar a um abdômen negativo", observa o Dr. Pinheiro, ressaltando que algumas pessoas podem alcançar esse objetivo com maior facilidade, outras demoram mais um pouquinho.

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