Posts do blog de Arthur Henrique Chioramital

  • A Marcha das Vadias: o corpo é MEU, só MEU e quem manda nele sou EU

    Em janeiro de 2011, em uma apresentação feita às alunas da Universidade de Toronto, o policial Michael Sanguinetti sugere que as mulheres evitem “se vestir como vadias” como forma de evitar que elas se tornassem as próximas vítimas da onda de violência sexual que assolava o campus na época. Em reposta ao conselho dado por Sanguinetti,  três mil pessoas tomaram as ruas de Toronto, dando início ao movimento que no Brasil ficou conhecido como Marcha das Vadias.

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    Em São Paulo, a manifestação aconteceu pela primeira vez em 2011. Amanhã (25/5), homens e mulheres se reunirão mais uma vez na capital paulista para passar uma mensagem simples: a vítima de violência sexual não pode ser responsabilizada pelo crime cometido contra ela, estupradores são os únicos responsáveis pela agressão e precisam ser punidos.

    Eu já disse isso algumas vezes, mas como

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  • As mulheres nos filmes não são você

    Alguém aqui já ouviu falar do Teste Bechdel? Batizado em homenagem a cartunista Alison Bechdel que o tornou mundialmente conhecido por meio de suas tirinhas “Dykes To Watch Out For” (algo como “Lésbicas para se ficar de olho” em inglês), o teste tem como objetivo avaliar a presença feminina no cinema contemporânea. Para ser aprovada, a obra precisa respeitar três critérios: 1.incluir pelo menos dois personagens femininos; 2. Os personagens femininos precisam ter pelo menos um diálogo entre eles; e 3. A conversa pode ser a respeito de qualquer assunto, menos sobre homens. Simples, né? Aí é que você se engana.

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    Eu desafio vocês a listarem pelo menos três filmes ou séries de TV que obedeçam às regras acima. Eu estou com essa história na cabeça há alguns dias e ainda não consegui encontrar exemplos que encham os dedos de uma mão. Ou as

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  • Com que roupa eu vou?

    (Foto: iStock)Meninas, garotas e demais representantes do sexo feminino presentes, tenho uma pergunta a fazer: por que cargas d’água a mulherada dá o maior chilique quando chega a uma festa e dá de cara com alguém vestindo um modelito igual ao seu, mas na hora de escolher o que vestir acaba sempre optando por itens que todo mundo está usando? Xadrez, otway boots, kenzo mania, escolha o must-have-iten da estação que você preferir e repare como ele é usado a exaustão. Teria a moda, até então instrumento para expressar a nossa individualidade, se transformado em agente da homogeneização do estilo?

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    Não há nada de ruim em adotar uma ou outra novidade porque curtiu a peça, o caimento te favorece ou ela tem tudo a ver com o seu estilo. O problema é chegar à balada parecendo um mostruário das últimas tendências sugeridas por todas as blogueiras de

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  • Comer? Para que?

    (Foto: Thinkstock)Uma reportagem publicada em revista feminina deu o que falar nos últimos dias. O texto descrevia a mais nova moda entre aqueles interessados em perder peso: o jejum. O artigo listava os benefícios de ficar sem comer absolutamente nada por um, dois, ou até dez dias por mês, com a tranquilidade de quem sugere algo banal, como um novo truque de maquiagem. A matéria é um exemplo gigante de irresponsabilidade jornalística. Em nenhum momento ela chama atenção para os riscos para a saúde de se adotar uma dieta tão restritiva, ou para a importância do acompanhamento médico em casos como esse.

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    A paranóia com excesso de peso não é exatamente uma novidade no universo feminino. A grande maioria das mulheres, por mais atraentes que sejam, tem a certeza absoluta que precisam perder pelo menos uns três quilos. Em boa parte dos casos, essa fixação

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  • Feminismo? Que nada, eu só quero ser tratada com respeito

    (Foto: Thinkstock)Estou impressionado com a quantidade de casos de violência contra mulher que têm chegado até mim. Não que exista um número aceitável para esse tipo de ocorrência, muito pelo contrário: qualquer tipo de abuso é inaceitável independentemente da frequência com que ocorra. As novas formas de agressão é que me assustaram. O que antes estava relegado ao ambiente doméstico por ser motivo de vergonha está ganhando as ruas e os lugares públicos.

    Não são raras as histórias de garotas agredidas em baladas por se recusarem a beijar os caras que as abordam. E eu não me refiro à violência velada ou da ofensa sussurrada em meio à música alta. Os sujeitos estão partindo para porrada. Mesmo. Como se os beliscões, passadas de mão, puxões no cabelo e apertos no braço não fossem suficiente, a rapaziada está ultrapassando todos os limites aceitáveis e chegando ao ponto inimaginável de dar soco na cara das mulheres que cometem a audácia de rejeitá-los.

    Na boa, quando foi que a gente engatou a ré evolutiva e

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  • Rainha do lar nunca mais, prefiro a democracia doméstica

    (Foto: Thinkstock)Eu sei que o foco dessa coluna não é a maternidade, mas li um texto tão bacana que não pude deixar de comentar. Além disso, mãe também é mulher, e como eu estou aqui para tentar ajudá-las a ver algumas coisas de forma mais clara e leve, acho que nem estou metendo o bedelho na seara alheia tanto assim.

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    O tal artigo contava a história de uma artista plástica mãe de dois garotos, um com 1 ano e outro com 3, às voltas com a culpa pelo fato de a casa estar sempre bagunçada por causa dos pimpolhos. Ela fala da ideia utópica de maternidade dos comerciais de TV “com mães lépidas e magrinhas em casas impecavelmente arrumadas e filhos combinando” e da frustração de não conseguir ser uma mãe de capa de revista.

    Essa história toda me fez pensar na imensidão de culpa com a qual as mulheres têm de lidar. Os olhos masculinos não percebem, mas vivemos em meio a um

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  • Homens, vocês não são tão bonitos quanto pensam

    Vocês já viram aquele filme produzido para uma campanha publicitária da Dove em que mulheres descrevem a si mesmas para que um artista faça um auto-retrato e os desenhos são comparados com o feito a partir das indicações dada por outras pessoas? Em todos os casos, as protagonistas foram muito mais severas consigo do que os demais. A mensagem do comercial é simples: “Mulheres, vocês são mais bonitas do que imaginam”. Um grupo de humoristas dos Estados Unidos resolveu fazer uma sátira do video, mas passando um recado um pouco diferente: “Homens vocês não são tão bonitos quanto pensam”. Veja o vídeo com a paródia feito por humoristas norte-americanos:

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    Claro que se trata de uma brincadeira, mas é impossível não reconhecer que essa visão “idealizada” que uma parcela significativa dos homens tem de si mesmos encontra um pouco de eco na

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  • Minha vida é um livro aberto, mas só lê quem eu quiser

    (Foto: Thinkstock)Que a confiança é uma das bases de qualquer relacionamento que pretende ser saudável ninguém duvida ou questiona. Eu não consigo imaginar duas pessoas construindo uma história que não seja pautada na certeza de que ambos estão sendo honestos. Ou melhor, posso até imaginar elas tentando, como um monte de gente faz todos os dias. Só não acredito que elas serão bem sucedidas. Ainda assim olho com certa desconfiança para aqueles casais que sabem absolutamente tudo um do outro. Ser honesto significa que precisamos dividir todas as histórias vividas e por viver? Eu, particularmente, penso que não.

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    Primeiro as damas?

    Não sei vocês, mas existem alguns detalhes da minha vida que eu preferiria que continuassem no passado. Certos episódios dos quais eu não me envergonho, mas que tão pouco contaria para os meus netos. Histórias protagonizadas por um outro Arthur, decisões tomadas por alguém

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  • Redes sociais: a sua inveja faz o meu sucesso?

    A sua inveja faz a fama deles (só fama)! (Foto: iStock)Uma pesquisa feita por duas universidades alemãs “revelou” o que muita gente já estava cansado de saber: o conteúdo publicado nas redes sociais pode provocar inveja e gerar insegurança nas outras pessoas. Segundo os especialistas , mais de um terço das pessoas que visitam o perfil de amigos e parentes se sentem afetadas pelas situações de sucesso e felicidade presentes ali.

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    Eu achei o resultado do estudo meio óbvio, mas penso que ele sirva como ponto de partida para refletirmos sobre a forma como nos relacionamos e sobre a imagem que criamos para nós mesmo e que projetamos para o mundo. Porque o Facebook e as demais redes sociais são, atualmente, o palco onde acontece uma parcela significativa das nossas interações sociais e esse percentual só tende a aumentar. Diante desse quadro é completamente compreensível que o impacto do conteúdo

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  • Nem santa, nem vadia: mulher

    (Foto: iStock)
    Mãe exemplar, executiva, dona de casa, astronauta, motorista de caminhão. Hoje em dia as mulheres têm a possibilidade real de assumir o papel que quiserem no mercado de trabalho. Tamanha liberdade é motivo de festa, pois representa um avanço significativo em termos de igualdade de direito entre os gêneros. Mas e quando o assunto é relacionamento, será que toda essa autonomia também está presente?

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    Será que homens e mulheres têm conseguido lidar de forma bacana com todas as possibilidades de arranjos afetivos que a liberação sexual e a emancipação da mulher trouxeram? Mais do que isso, será que as pessoas percebem o quão incrível é o momento de transição em que vivemos e quão libertador são os infinitos formatos de relacionamentos que esse momento permite? Eu particularmente acho que não.

    Acho que estamos todos bastantes confusos. Perdidos em uma época em que nos sobram

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