Esta semana, fiquei observando as mulheres em atividade no mundo corporativo. Como são assertivas, decidas e, acima de tudo, "mandonas". É, somos assim. Crescemos assim e, como os homens, adoramos o poder. Será que vamos morrer assim? Será que não há possibilidade de voltarmos para nossas origens? E deixarmo-nos arrebatar por amor?!
Gostamos de mandar tanto quanto qualquer executivo em qualquer área. E, então, adeus a possibilidade de sermos conquistadas — assustamos… É! Uma vez decidido, adeus amor — casamos com o mundo corporativo. Podemos até exercer esse nosso poder de maneira sedutora — sem o outro perceber que está sendo conduzido ou escancaradamente — a la Meryl Streep, em "O Diabo Veste Prada" —, impor nossa vontade mesmo que em alguns casos haja alguma resistência.
Fato: somos nós mulheres sábias? Escolhemos ganhar espaço por nossas características intrínsecas de saber ouvir, saber acolher, saber receber, cuidar, amar etc, etc ou, com toda nossa ignorância à flor da pele, jogamos tudo isso para agir com soberania e criar nossos impérios de posse ou domínio de solidão com a força?
Ou seja: será que estamos mais masculinas enquanto os homens assumem a feminilidade? Para onde caminha o relacionamento nessa briga insana onde um toma o lugar do outro?
